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As pessoas passam quase que suas vidas todas sonhando acordadas com seu “final feliz para sempre”. Há algum tempo atrás, eu poderia afirmar com certeza que fazia parte desse sonho, que realmente acreditava que as coisas eram simples assim: você se apaixona, a outra pessoa também, pronto: final feliz. O tempo foi passando e experiências frustradas foram me ensinando que não é desse jeito. O final feliz não é fácil como nas novelas, nos filmes e nos contos de fadas… Eles acabam nos iludindo… Pra uma garota com uma imaginação fértil e uma estranha mania de criar crises onde não há, realmente é duro cair da nuvem e perceber como a terra é cheia de ervas daninhas!

Pra não dizer que não encontrei as flores: eu encontrei sim. Nem tudo foi só frustração. Porém, flores são tão belas quanto efêmeras: murcham e nos deixam só a lembrança de tempos áureos, que não voltam. E sigo, procurando mais flores, mais ilusões, algumas felicidades fúteis pelo caminho. E o final feliz? Ele parece demorar milênios na ansiedade daquela que espera, ou já nem sabe o que esperar mais, andando sem rumo.

Vou instalar uma porta de cofre de banco no quarto dos fundos, colocar uma senha qualquer sem relação alguma com nada que eu possa lembrar e trancafiar lá dentro o que quero esconder, tudo o que eu quero me livrar.

O primeiro ser trancafiado seria ele, que não aceita ordem de despejo do lugar ocupado no meu coração, fica reaparecendo sem ser chamado! Joga ele lá, pronto. Duvido que escape dessa vez e venha pelos atalhos do meu cérebro até o córtex frontal, afinal, eu disse que ia colocar uma porta de cofre de banco, daquelas gigantes, certo? Pois é.

Também iriam pra lá, juntamente com ele, várias coisas que já estão me atrasando a vida há séculos: minha rinite alérgica, alguns de meus vícios, toda a minha preguiça. Minha falta de memória, minha tristeza com coisas que eu não posso mudar, minhas neuras por nada, meus cadernos velhos cheios de poemas bregas (não que eles me atrapalhem, só são infantilmente valiosos). Tudo isso e mais um pouco.

Não seria só um quarto dos fundos de segurança máxima com um amor platônico e tralhas presas nele… teria mais alguns fantasmas lá dentro, de pessoas que me emputeceram tremendamente e que mereciam um tempo de quarentena. Que iriam entrar, e um dia, sair. Isso já aconteceu antes, não no “projeto” quarto dos fundos, mas no outro lugar metafórico pra qual mandei pessoas, e agora o tempo passou e elas saíram de lá, saíram de mim pra sempre.

No fim, o quarto dos fundos com porta de cofre de banco é um “projeto paralelo provisório”. Não vai durar pra sempre, só o tempo que for necessário pra o que estiver lá poder sair, pra sempre, pra longe.

… Com meu sobrinho Lucas nesse fim de semana em que ele esteve aqui em casa.

1- Ele nunca perde qualquer jogo ou disputa. Aliás, ninguém perde, só ganha por último.

2-  O jogo mais legal do Playstation 2 é o dos pinguins surfistas, o mais chato é o do Drangon Ball e o mais original e que desenvolve o trabalho em equipe entre tias e sobrinhos é Os Incríveis.

3- Não jogue vôlei com bexiga em cima do colchão no chão se não quiser ter um ataque de espirros fenomenal (anotação pessoal feita).

4-  O limite de ingestão de doces é ilimitado entre as crianças dessa família (me incluindo, claro)

5- Fazer manha quando acontece algum machucadinho pra conseguir colo continua na moda entre as crianças de hoje (não me incluindo, claro). Pior que o colo nesse caso era o da minha mãe, e eu tenho ciúmes! :P

… seja lá o que isso queira dizer! É, não foi dessa vez. Bye bye Mc Chem, e encerremos esse assunto! ;)

Pra esse não ser um post tão perdido, lá vou eu filosofar um pouco… A questão é que esse foi o fora mais tranquilo que eu já tomei, falando sério. Eu já estava esperando. Não foi nenhum drama, choradeira nem nada, é claro que eu fiquei com um pouco de raiva, mas passou rápido. Porque como eu já disse, esperava por isso, parte de mim já estava preparada. E fora que não foi grande coisa: alegria momentânea por um dia só (que feio, olha só eu desdenhando!) e muita dor de cabeça por nada.

Eu saquei que tenho companhias muitíssimo agradáveis (mesmo que nem sempre presentes), que me divirto e me estresso muito menos quando estou comigo mesma e/ou com meus amigos. Isso me veio como uma maçã caindo na cabeça: tcharam! A lerda aqui descobre que neura não serve pra absolutamente nada! Muito mais fácil ligar aquele lindo botão do “foda-se!” e voltar a minha fabulosa vida!

Como cantaria o Beto Bruno do Cachorro Grande: “Você não sabe o que perdeu… você não viu o que aconteceu!” :P

Peraí, eu citei Madonna e Cachorro Grande no mesmo post?!!! 

Tá, agora prometo que calo minha boca e chega de post sem sentido-noção por aqui!

… de se fazer mas que eu nunca faço, se tratando de relações inter-pessoais com garotos.

1- Não me empolgar demais e achar que é a melhor coisa do universo.
2- Não ficar sofrendo por antecipação.
3- Não falar demais – o silêncio as vezes pode ser bom, pare de querer tomar o lugar dele!
4- Não ficar pensando sobre o que poderia ter feito-dito-deixado de fazer-dizer.
5- Ser prática.
6- Não ficar na tentação de mandar scrap, telefonar ou qualquer coisa do gênero.
7- Não contar pra um número maior de pessoas do que cabem nos dedos de uma mão.
8- Não ficar ouvindo músicas que fazem lembrar.
9- Não ficar fazendo listas e escrevendo sobre isso no blog.

E, principalmente:

10- Não me apaixonar antes de saber se ele sente o mesmo por mim!

Supondo que estejamos esperando por uma data, na qual acontecerá alguma coisa… Eu não sei do que menos gosto: da véspera ou do dia seguinte! Qual dos dois é mais horrível?

Sabe o que é pior em tudo isso? A expectativa e a ansiedade baseadas em nada. Fico ansiosa esperando o que nem sei ao certo, fico criando expectativas e hipóteses de como poderia ser tal momento ou outro, que nem sei se terei tais momentos.

Há motivos pra ser otimista, eu acho. O que não gosto é dessa empolgação, dessa falta de ar, desse sorriso bobo. Não gosto mesmo, me sinto ridícula, morro de medo que o Mc Chem perceba tudo. O que acho que já é tarde demais, ele já percebeu. Também, quem não perceberia qualquer desses sintomas, ainda mais vindos da minha totalmente escalafobética pessoa? Ah, eu não sei. Eu odeio não saber pra onde estou indo, nem onde estou pisando. Odeio não fazer idéia se essa empolgação toda não vai se revelar uma coisa rapidamente substituída por mágoa…

Clipe glam e música de Emma Bunton (sim, a Baby Spice!) que exemplificam bem a situação:

Ando vendo “Grey´s Anatomy” demais. Até arranjei um apelido pra certa pessoa… talvez mais tarde haja algum post aqui no blog sobre o Mc Chemistry *-*

Não, ele não é o Mc Dreamy, porque pra ser Dreamy tem que ser muito mais… mas meu Mc Chemistry já está ótimo!

Aguardando os próximos episódios…

Hoje minha dentista e minha mãe se uniram para filosofar sobre a minha pessoa. Como se já não bastasse acordar cedo pra ir na dentista, ganhei uma análise grátis também! Isso é que é praticidade! Pois bem, resumindo o que me disseram: “Nathaly, você é uma garota muito bondosa!”.

E quando fui parar pra pensar, percebi que isso é verdade. Não que eu seja uma daquelas garotas boasinhas que os outros fazem e acontecem em cima dos sentimentos ou da vida e fica quieta, não esse tipo de boasinha-trouxa. É mais uma bondade no sentido antônimo de maldade: eu sou meio que incapaz de fazer maldades com alguém! Talvez até pensar em fazer, quando a pessoa merece muito, mas não passa disso… e além de não ser aparentemente capaz de fazer mal a sequer uma mosca, eu também fico mais chocada do que o normal quando alguém faz alguma. Ainda mais chocada quando é uma maldade com alguém que eu gosto.

Aí vem a outra conclusão que as duas chegaram sobre mim: “Nathaly, você se importa muito com as pessoas, você toma muito os problemas delas pra você!”. Não concordo totalmente com isso, porque eu acho que sei deixar meus problemas e o dos outros separados, mas na prática, quando se trata de alguma pessoa com a qual me importo, realmente fico preocupada… nada que vá piorar o que eu já sinto oras. Faço o possível pra ajudar, se a pessoa não quiser ajuda o que posso fazer? Sei lá…

Minha mãe deu muita sorte de eu não ter irmã gêmea, porque se tivesse, ela seria má. É, eu tô mais pra gêmea boa… Pelo menos é o que deu como resultado na análise matutina by minha dentista e minha mãe.